Ao cair da tarde do domingo da Ressurreição, apesar das portas da casa onde os discípulos estavam estarem trancadas, o próprio Jesus Cristo pôs-se no meio deles e lhes disse: “Que a paz esteja com vocês!” (João 20.19). Desde a crucificação e morte de Jesus naquela sexta-feira violenta e sangrenta, os discípulos só experimentaram inquietude, preocupação, desgosto, dissabor e desesperança. A tristeza dos discípulos só acabou quando o próprio Jesus Cristo se apresentou diante deles, Ressurreto e Redivivo.
Por uma razão qualquer, Tomé estava ausente naquele domingo e por isso perdeu a bênção de ver o Senhor Jesus ressuscitado. A verdade é que ser um frequentador irregular da igreja é um risco calculado: quem se ausenta das reuniões e dos cultos se abstém e se priva, voluntariamente, de ser abençoado e fortalecido por Deus. Por causa de sua ausência da reunião dos discípulos, Tomé teve de suportar uma semana toda de incredulidade, enquanto poderia ter experimentado alegria e paz como os outros discípulos. Por não estar presente, Tomé perdeu a alegria de ver Jesus e de ouvi-lo dizer palavras de paz.
Acontece que essa história não se resume ao prejuízo da ausência de Tomé, mas à bênção da presença de Jesus. Depois de oito dias, “[…] Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: _ Que a paz esteja com vocês!” (João 20.26). Diante da presença do Redivivo, Tomé, outrora incrédulo, pôde declarar: “Senhor meu e Deus meu!” (João 20.28).
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Por: Rev. Thales Renan Augusto Martins