Digam entre as nações: “Reina o Senhor.” Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com justiça. Salmos 96:10

Este salmo composto por Davi remonta ao tempo em que ele “encarregou, pela primeira vez, Asafe e seus irmãos de celebrarem com hinos o Senhor.” (1Cr 16:7). A ocasião não poderia ser mais propícia, pois Davi já reinava em Jerusalém sobre todo o povo de Israel, revelando grande poder militar e simpatia nacional. Faltava demonstrar sua fé em Deus e havia chegado a hora de demonstrá-la.

A Bíblia relata que “levaram a arca de Deus e a puseram no meio da tenda que Davi tinha preparado para ela. Então trouxeram holocaustos e ofertas pacíficas diante de Deus. Depois de trazer os holocaustos e as ofertas pacíficas, Davi abençoou o povo em nome do Senhor.” (1Cr 16:1,2). A festa era dedicada ao Senhor e não podiam faltar os louvores a Ele nessa ocasião tão especial, atribuindo a Ele o direito de reinar sobre Seu povo.

Como rei de Israel, Davi sabia que sua alta posição não era proveniente de suas articulações políticas, nem conquistada por conta de seus atos heroicos. Tinha a consciência de que estava ali por determinação de Deus. Mais tarde, Deus confirmou esse fato, dizendo: “— Agora diga ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Eu tirei você das pastagens e do trabalho de andar atrás das ovelhas, para que você fosse príncipe sobre o meu povo, sobre Israel.’” (2Sm 7:8). Para Davi, o Senhor Deus é e sempre será o único e legítimo Rei!

Em sua poesia Davi revela faces importantes da fé em Deus que precisam fazer parte das nossas convicções. Em primeiro lugar, todas as nações do mundo precisam saber que o Senhor é o rei de todo o universo. Israel, e depois a Igreja de Cristo, têm em comum o fato de que Deus é o supremo e eterno governante sobre tudo o que há. O dever nosso de cada dia é proclamar que “o Senhor reina” e viver, mediante a fé, como seus súditos!

Em segundo lugar, Ele “firmou o mundo para que não se abale”. Esta verdade subentende que, a despeito do esforço dos seres humanos em tentar usurpar o lugar de Deus como dono e governante da natureza e da humanidade, o Senhor sempre fará o que lhe apraz, segundo Seu eterno propósito, consumando em Cristo a obra da redenção e cumprindo o destino final de sua criação. Nada poderá abalar o reinado de Deus.

Em terceiro lugar, o Senhor “julga os povos com justiça”. A recompensa a cada um segundo as suas obras certamente virá. Aos que entregam sua vida ao reinado de Deus e buscam “em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6:33), o sustento e o cuidado do Senhor suprirão todas as suas necessidades espirituais e físicas. Da mesma forma, o Senhor tratará com justo rigor aqueles que O rejeitam, embora, como Deus benevolente que é, ainda derrame a graça comum sobre toda a humanidade até o dia de Cristo, o final desta era.

Sob o governo de Deus há paz entre os seres humanos. Sob o governo de Deus há justiça. Há bem-aventurança. Entretanto a rebeldia humana sempre se fez presente na história, aspirando o lugar do Senhor e promovendo um império de trevas em lugar de um reino de luz e verdade. O que os filhos do Rei devem fazer? Clamar por Seu reino aqui e agora!

Davi declama: “Cantem ao Senhor, bendigam o seu nome; proclamem a sua salvação,   dia após dia. Anunciem entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas.  Porque o Senhor é grande e digno de ser louvado, mais temível do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o Senhor, porém, fez os céus. Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. Deem ao Senhor, ó famílias dos povos, deem ao Senhor glória e força. Deem ao Senhor a glória devida ao seu nome; tragam ofertas e entrem nos seus átrios. Adorem o Senhor na beleza da sua santidade; tremam diante dele, todas as terras.” (Sl 96:2-9). Ele é o nosso Rei. Ó! Senhor, venha o teu reino!

Foto: Freepik

Por: Rev. Wilson do Amaral Filho

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