“Faze-me conhecer os teus caminhos, Senhor; ensina-me as tuas veredas” (Salmo 25.4).
O livro dos Salmos revela de forma especial o relacionamento pessoal e responsivo de Israel para com o seu Deus. Vida com Deus não é algo mecânico ou pré-estabelecido, é relacionamento, é convívio, é contato…
Orientação é um tema de grande importância para o Salmo 25. Em todo o Salmo, abundam as petições por orientação, condução e direcionamento. Curiosamente, os verbos de ensinamento ocorrem sete vezes em todo o Salmo. Isso é bastante significativo quando consideramos o fato de que o número 7 comunica a ideia de plenitude na Bíblia, ou seja, Davi, de fato, queria ser completamente dirigido pela vontade do Eterno e Bendito Deus.
Davi compreendia que precisava de sabedoria para tomar a decisão certa, esquivar-se de armadilhas e alcançar seu objetivo. Ao orar, Davi pede sabedoria e discernimento para compreender a Palavra, pois somente assim podia aprender os caminhos de Deus e entender o seu próprio caminho.
Você percebe algo fascinante? Davi não pediu para Deus lhe mostrar o futuro. Davi não pediu uma bola de cristal. Davi pediu orientação. Isso é o oposto do que geralmente fazemos. Nós queremos sinais. Nós queremos garantias. Ocorre que Davi aprendeu que orientação divina é alinhamento do coração de quem ora com o coração de Deus por meio dos princípios revelados na Palavra. Deus não esconde o que Ele quer de nós. Deus não brinca de esconder a sua vontade de nós. Como bem afirmou o Rev. Héber Carlos de Campos Jr. em seu livro “Tomando decisões segundo a vontade de Deus”: “[Deus] se apresenta em toda a Escritura como um Deus revelador”.
Você precisa de rumo para a vida?
Você precisa de orientação?
Não sabe o que fazer e para onde ir?
Ore a Deus!
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Por: Rev. Thales Renan Augusto Martins