É dia de ir às urnas! O povo brasileiro escolherá seus representantes por meio do voto. Espero que você tenha pesquisado as propostas dos seus candidatos e que vote com consciência e responsabilidade.
Você já parou para considerar o número de candidaturas para as eleições deste ano?
13 candidatos disputam a Presidência do Brasil.
6 candidatos disputam o Governo do Estado de São Paulo.
14 candidatos concorrem às vagas para o Senado pelo Estado de São Paulo. Apenas 2 serão eleitos.
1100 candidatos disputam as 70 vagas pela bancada paulista.
1390 candidatos concorrem às 94 vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Sabe o que isso significa? É altamente provável que alguns de seus candidatos não sejam eleitos, ou seja, o governo será exercido por uma pessoa que você não escolheu. Como o cristão deve agir diante da incômoda realidade de ser governado por líderes que não são de sua preferência? A Bíblia responde: “Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (Romanos 13.1).
Pense no contexto. A Epístola aos Romanos foi provavelmente escrita no início da segunda metade do séc. I. Quem mandava em Roma naquela época? Nero. Ninguém escolheu Nero como imperador, contudo, a instrução apostólica permanece: sujeitem-se. O texto não fala de submissão a autoridades escolhidas democraticamente. O texto não trata de submissão decorrente de alinhamento ideológico ou preferência política.
E aqui está um ponto que as pessoas não gostam muito de considerar: a maneira como você reage às autoridades diz muito sobre como você reage a Deus. A submissão é o desenho criacional de Deus. Ela existe na família, na Igreja, na sociedade, no trabalho e tem seu modelo supremo em Jesus que “[…] se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2.8). A submissão nos transforma, nos conduz à maturidade e regula nossa relação com o Estado. Dentro dessa perspectiva, Deus pode usar autoridades que você não escolheu como instrumentos da graça na sua vida.
Independentemente do resultado das urnas, lembre-se de que o Deus que “remove reis e estabelece reis” (Daniel 2.21) é o mesmo que ordenou: “estejam sujeitos às autoridades”. Sua vida é marcada por um espírito que só encontra expressão legítima quando xinga a classe política? Se esse é o seu caso, é hora de repensar a sua espiritualidade.
Que o Bom Deus tenha misericórdia do Brasil!
Por: Rev. Thales Renan Augusto Martins