Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer; e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente. Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado. 1Co 15.36 a 38

Em 1 Coríntios 15, Paulo ensina que o grão semeado precisa morrer para voltar a viver. Quando você joga a semente na terra, ela meio que morre, antes de voltar a viver sob a forma de uma planta. O fruto é diferente na forma e no aspecto do grão que foi plantado, contudo, veio dele.

A analogia da semente aponta para a questão da continuidade e da descontinuidade. O corpo físico de Jesus foi colocado no túmulo, mas ressurgiu no terceiro dia num corpo glorificado que mostrou certa continuidade uma vez que seus seguidores o reconheceram, contudo, esse corpo glorificado também revelou uma descontinuidade no sentido de não estar mais sujeito a tempo e espaço: o corpo ressurreto de Jesus podia entrar e sair de uma sala embora as portas estivessem fechadas (Lucas 24.36; João 20.19).

A partir desse ponto de vista, a morte – inimiga do homem – passa a ser pré-requisito para a vida eterna.  Acontecerá com os que confiam em Cristo aquilo que aconteceu com “Cristo, as primícias” (1 Coríntios 15.23). Jesus morreu na cruz, foi sepultado e “ressuscitou ao terceiro dia” (1 Coríntios 15.4) e quem Nele crê experimentará da gloriosa ressurreição após morrer e ser sepultado.

Sepultar um corpo é como plantar uma semente. A planta brota da semente, mas não se parece com ela. A planta é uma explosão de vida a partir de uma semente que expirou na terra. A morte não é o fim.

Foto: Igniter Media

Por: Rev. Thales Renan Augusto Martins

Left Menu Icon