Jesus entra em Jerusalém e é recebido com festa. De acordo com o quarto evangelho: “[…] a numerosa multidão que tinha vindo à festa, tendo ouvido que Jesus estava a caminho de Jerusalém, pegou ramos de palmeiras e saiu ao encontro dele, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel!” (João 12.12-13).

Quem, naquele dia, diria que aquela seria a última semana de Jesus? Quem diria naquele domingo que na próxima sexta-feira Jesus estaria pregado na cruz? Quem diria que aquele domingo foi o começo do fim?

A semana de Jesus começou muito bem, com festa, celebração, reconhecimento. No entanto, na próxima sexta-feira, Jesus Cristo será crucificado com o apoio daquela gente que o saudou dias atrás. Mas Jesus não estava inconsciente disso. Como o próprio Deus encarnado, Jesus já sabia de tudo o que iria acontecer. Aquilo fazia parte do plano de salvação de Deus para a humanidade.

Conosco, a coisa é bem diferente… de repente, uma ligação, uma mensagem no WhatsApp, um e-mail, um exame médico, um erro no trânsito, um acidente doméstico e a vida muda completamente. Coisas ruins podem acontecer numa semana que começou bem. Coisas ruins podem acontecer num relacionamento que começou bem. Coisas ruins podem acontecer num local bom: pense, por exemplo, no Éden. A palavra “Éden” soava agradavelmente aos ouvidos dos hebreus insinuando as ideias de paraíso, prazer e felicidade. Contudo, algo terrível ocorreu nesse local: um pecado cometido ali desencadeou uma avalanche de pecados que continua a crescer até hoje.

Não controlamos a vida, todavia, confiamos Naquele que é soberano sobre tudo e todos. É por isso que não encerrarei este texto com desesperança. Afinal de contas, Aquele que foi crucificado na sexta ressuscitou no domingo! A maldição da cruz foi revertida em bênção para os que crêem. Creia e confie em Deus em todo o tempo: mesmo em meio às sempre indesejáveis, contudo típicas, “invertidas” da vida.

Foto: Freepik

Por: Rev. Thales Renan Augusto Martins

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