O orgulho é sutil e sorrateiro

“O orgulho do seu coração o enganou. Você vive nas fendas das rochas, num lugar elevado, e diz em seu íntimo: Quem poderá me jogar lá para baixo?” (Obadias 3)

O nome Obadias significa “servo ou adorador do SENHOR”. A importância e a autoridade do profeta não vêm de sua fama ou proeminência, mas do fato de que “o SENHOR falou” (Obadias 18) por meio dele. Obadias tinha uma habilidade literária extraordinária, como é demonstrado em sua breve, porém, poderosa composição de 21 versículos. O profeta empregou recursos como ironia, duplo sentido, entre outros.

A profecia é “a respeito de Edom” (Obadias 1) e se dirige repetidas vezes a essa nação. Contudo, o propósito do livro é mais amplo do que advertir os descendentes de Esaú sobre o julgamento futuro: é lembrar o povo de Deus acerca da justiça triunfante do Senhor em ação e a favor deles. Edom não acreditava que teria de responder por sua crueldade contra o povo de Judá, no entanto, o dia do acerto de contas chegou…

“A soberba do teu coração te enganou” (Obadias 3). Os edomitas, traídos pelo orgulho de morarem numa cidade em região montanhosa e aparentemente segura, foram derrubados dali pelo próprio Deus.

O orgulho não é apenas um pecado; ele é parte da definição do pecado. O orgulhoso quer o lugar de Deus. De acordo com Obadias, o orgulho leva ao engano que nubla a visão e embaça as emoções.

Você já percebeu como é fácil reconhecer o orgulho nos outros e quão difícil é reconhecê-lo  em si mesmo? “Que pessoa metida”, dizemos. “Que pessoa orgulhosa”, julgamos. Mas raramente olhamos para nós mesmos com a mesma lente. O orgulho é sutil e sorrateiro, e é exatamente por isso que engana.

Ninguém gosta de ser enganado. Ninguém quer ser enganado. Ninguém planeja ser enganado. Mas se o orgulho do coração não for tratado, confrontado, admitido e confessado, ele conduzirá ao engano, inevitavelmente.

Precisamos de um coração livre do orgulho. Precisamos de um coração humilde. Na verdade, a humildade é um paradigma do arrependimento verdadeiro. Nos humilharmos diante de Deus é nos arrependermos de nosso complexo de deus.

Que o orgulho do nosso coração não nos engane e não nos insensibilize quanto ao que o Senhor requer de nós. E que, onde o orgulho nos cegou, a graça nos abra os olhos.

Foto: Gerada IA

Por: Rev. Thales Renan Augusto Martins

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