Apresentando o Senhor aos nossos descendentes

Para que durante todos os dias da sua vida vocês, os seus filhos, e os filhos de seus filhos temam o Senhor, seu Deus, e guardem todos os seus estatutos e mandamentos que eu lhes ordeno, e para que os seus dias sejam prolongados. Deuteronômio 6. 2

Segunda-feira passada comemorou-se o Dia da Criança Presbiteriana. Devemos continuamente dar graças ao Senhor pelos filhos que nos deu, ou ainda nos dará no futuro. E pensando nisto, olhemos para o nosso Deus e percebamos como Ele revela seu amor e planeja a relação que deseja ter conosco e com os nossos filhos.

  1. Ele escolheu um povo especialmente seu. Inicialmente escolheu Israel. Depois ampliou sua escolha para a igreja. Todavia, não mudou seus valores e princípios, os quais são próprios de sua natureza divina. Ele concedeu sua Lei, não para salvação, mas para a conduta moral e espiritual diante dEle e das nações. Ela está aí para ser obedecida.
  2. Ele delineou estar na família do crente de forma permanente. A expressão “todos os dias da sua vida” obviamente mostra que Ele está interessado em nós, os que cremos, de modo vitalício. Ademais, seu propósito alcança as próximas gerações de nossa casa, indefinidamente, segundo a sua graça e propósito.
  3. Ele requer de nós o temor do seu Nome. Foi precisamente para isto que Ele deu sua Lei. Como saberíamos andar corretamente diante do Senhor se dependêssemos apenas da transmissão oral de geração para geração, ou da tradição religiosa? O temor do seu Nome consiste na obediência crescente de sua Palavra escrita e dá fé em Jesus Cristo, a Palavra revelada.
  4. Ele planejou interagir conosco e com nossa descendência no decurso de suas gerações. Precisamos, então, mostrar pela nossa vida e ensinar aos nossos descendentes a respeito de sua graça, apresentando a eles o Senhor Jesus, contando com a ajuda do Espírito Santo para abençoar e cuidar dos nossos filhos, netos e os que vierem depois dEles.
  5. A Lei de Deus não nos autoriza a deixar nossos filhos sem ensino a respeito do Senhor. Ao contrário, ela determina que em cada geração os preceitos do Senhor sejam transmitidos e a Palavra de Deus seja a verdadeira herança para a nova geração, a fim de que nosso Deus e Cristo sejam lembrados e reverenciados até o final dos tempos.
  6. Nem a Igreja ou a família podem negligenciar os pequenos, por temor ao Senhor. A Reforma protestante trouxe o benefício da autonomia e do sacerdócio universal dos crentes, ao incentivar que todos, inclusive as crianças, fossem alfabetizados para serem capazes de ler as Escrituras por si mesmos. Dar presentes aos filhos nesse dia é gentil, mas convidá-los para se encontrarem com o Senhor e o seguirem é amá-los realmente. Que Deus nos abençoe!

Imagem: Gerada por IA / fonte: www.magnific.com

Por: Rev. Wilson do Amaral Filho

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