Ashbel Green Simonton, o mais novo de nove irmãos do casal William Simonton e Martha Davis Snodgrass, nasceu no sul da Pensilvânia em 20/01/1833, onde passou a infância. Seu pai era médico e político. Sua mãe era filha de pastor presbiteriano. Em 1846, a família mudou-se para Harrisburg, a capital do estado, onde Simonton concluiu os estudos secundários.
Após formar-se na Faculdade de Nova Jersey, em 1852, Simonton passou cerca de um ano e meio no Mississipi, trabalhando como professor. Voltando à Pensilvânia, teve profunda experiência religiosa durante um avivamento em 1855 e ingressou no Seminário Teológico de Princeton. No primeiro semestre de estudos no Seminário ouviu um sermão do Dr. Charles Hodge, um dos seus professores, que despertou seu interesse pela obra missionária no exterior. Concluídos os estudos, foi ordenado em 1859 e chegou ao Brasil no dia 12 de agosto do mesmo ano.
Sua estada inicial no Brasil foi estressante sob alguns aspectos: choque cultural; aprendizado da língua portuguesa; legislação religiosa que estabelecia o catolicismo romano como a religião oficial do Estado, com liberdade religiosa para reuniões, instrução e cultos nas casas, mas não em templos; várias mudanças de endereço até encontrar lugar definitivo; autocrítica quando ao próprio desempenho como cristão e missionário; relativa solidão por ser solteiro.
Após organizar a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, em 1862, em conjunto com seu cunhado, o reverendo Alexander Blackford, voltou aos Estados Unidos em viagem de férias, vindo a casar-se com Helen Murdoch. Vieram para o Brasil em julho de 1863.
No fim de junho de 1864, Helen faleceu nove dias após o nascimento da sua filha, que recebeu o nome de Helen Murdoch Simonton. A pequena foi criada em São Paulo pela irmã de Simonton, Lille, e seu esposo, reverendo Blackford. Embora sofrendo muito pelas perdas, Simonton criou o jornal Imprensa Evangélica (1864), organizou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e fundou o Seminário Primitivo (1867) no Rio de Janeiro, tendo atuado também como colportor de Bíblias inclusive em São Paulo, Sorocaba, Itu, Campinas, etc.
No final de 1867, sentindo-se adoentado, seguiu para a casa de Lille e Blackford em São Paulo. Seu estado de saúde agravou-se e ele veio a falecer em 09/12/1867, acometido de “febre biliosa”. Seu túmulo foi um dos primeiros do Cemitério dos Protestantes, no bairro da Consolação. Passados cerca de 167 anos, e segundo as estatísticas divulgadas na página da Secretaria Executiva do Supremo Concílio da IPB, há 4.377 igrejas e congregações no Brasil, presentes em 1.664 dos 5.565 municípios brasileiros (29%), mas esses números podem ser maiores.
Constatamos que a seara é grande, mas os ceifeiros são poucos. Ainda assim, devemos louvar a Deus pela semente que plantou no coração de Simonton, que se tornou uma árvore frutífera no nosso país, e orar pela conversão de muitos até que Jesus volte. Soli Deo gloria!
Foto: Reprodução da Internet / gerado com IA
Por: Rev. Wilson do Amaral Filho