“[…] Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.”
(1Co 5.7b)
O significado das palavras do apóstolo Paulo, “Cristo, nosso cordeiro pascal”, culmina em uma conclusão fundamental à nossa fé: o sistema sacrificial veterotestamentário, com seus três “tipos” principais de ofertas (de purificação, queimadas e pacíficas), assim como suas festas, tipos e símbolos, prefiguravam a Cristo, o perfeito cordeiro, nosso cordeiro pascal, que seria morto de uma vez por todas em favor daqueles eleitos pelo pai desde antes da fundação do mundo (Ef 1.4-5).
A Confissão de Fé de Westminster confirma essa verdade teológica em seu capítulo XIX, ao afirmar que: “Essas leis (cerimoniais) – que em parte se referem ao culto e prefiguram Cristo, suas graças, seus atos, seus sofrimentos e seus benefícios […] estão todas abolidas sob o Novo Testamento”.1 Portanto, Cristo é o perfeito sacrifício que, de uma vez por todas, derramou seu sangue eficazmente e salvou seu povo, de modo que não precisamos mais de cordeiros que morram anualmente para expiar pecados.
Diante disso, pode surgir uma pergunta: se o cordeiro já foi morto e não restam mais sacrifícios, o que comemoramos na Páscoa?
Pois bem, comemoramos aquilo que apenas Cristo – e nenhum outro sacrifício – pôde fazer: ressuscitar dentre os mortos.
Nesta Páscoa, celebre a ressurreição de Jesus, que morreu e ressurgiu para sua salvação. À luz da nova vida que o Cristo ressurreto nos dá, se alegre e celebre, pois Ele “já morreu e ressuscitou”! (Rm 8.34)
Feliz Páscoa!
1Confissão de Fé de Westminster. 17ª ed. Editora Cultura Cristã. 2001. p. 149.
Foto: Freepik
Por: Rev. Estevam Herculano Almeida Machado