“Então o Senhor desceu na nuvem e falou com Moisés. E, tirando do Espírito que estava sobre Moisés, o pôs sobre aqueles setenta anciãos. Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas isto nunca mais se repetiu” (Números 11.25).
Deus tira uma parte do Espírito que havia concedido a Moisés e distribui aos setenta anciãos do povo de Israel. Será que Moisés perdeu algo? Ficou mais fraco? Menos capacitado? Nada disso! O Espírito permanecerá agindo em Moisés. O que acontece é simbólico e pedagógico: Deus compartilha o Espírito que estava sobre Moisés, ou seja, Moisés experimenta expansão da graça.
O Espírito é de Deus e não de Moisés. O texto afirma que o Espírito repousou sobre os anciãos que imediatamente começaram a profetizar. Os homens não profetizaram porque tinham mérito, mas porque o gracioso Deus decidiu derramar-se sobre eles. Na Bíblia, o dom de profecia é um fenômeno visível do agir do Espírito Santo (1 Samuel 10.6-13; 19.20-24; 1 Reis 22.6,10-12; Joel 2.28; Atos 2.4; 1 Coríntios 12.10). Sempre foi assim: quando o Espírito sopra, sua presença se torna evidente.
Ao soprar seu Espírito, Deus capacita o seu povo para o trabalho e para o ministério. A ênfase do texto está na dádiva do Espírito sobre os anciãos de Israel, capacitando-os a serem auxiliadores de Moisés na condução do povo de Israel durante sua caminhada pelo deserto até a Terra Prometida.
Neste Domingo de Pentecostes, lembremo-nos de que o Espírito Santo foi enviado da parte de Deus para nos acompanhar, fortalecer, consolar, capacitar e orientar. O Espírito que habita em você hoje é o mesmo Espírito que repousou sobre Moisés, que capacitou os anciãos de Israel e que encheu e fortaleceu a Igreja Primitiva.
A questão não é se você tem poder suficiente para o que Deus te chamou. A questão é se você reconhece que o poder nunca foi seu.
Foto: magnific.com
Por: Rev. Thales Renan Augusto Martins