“Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gn 1.27)
No mês de junho, instituições seculares dos mais variados seguimentos costumam se empenhar em campanhas em prol do orgulho LGBT, em referência à Revolta de Stonewall (1969). Seja pela via da publicidade governamental na mídia, palestras em organizações privadas ou desfiles e manifestações, muita gente é cooptada a militar em favor dessa causa que defende a liberdade sexual total.
Toda essa movimentação tem seus motivos que, penso, são três. Primeiro, a secularização. Sim, afinal, o mundo ocidental é bastante secularizado, e grande parte das pessoas não seguem a Bíblia ou qualquer conduta moral religiosa que lhes diga como devam se comportar sexualmente. Um segundo motivo é o lucro, que gente influente, empresários e mesmo políticos adquirem ao sinalizar virtude a grupos LGBT que os apoiarão e lhes darão algum tipo de retorno financeiro ou político (seja manifestando apoio público ou apenas não os criticando). Terceiro, o pecado, que influencia todo e qualquer grupo a se rebelar contra Deus e sua palavra.
Para o cristão, isso não deveria ser surpresa. Desde a queda, o pecado sempre esteve presente no mundo, influenciando negativamente todas as áreas da existência humana. A sexualidade é apenas mais uma delas. Destarte, enquanto o mundo anuncia o orgulho de ter sua própria maneira de ver e viver o sexo, o cristão deve compreender que tudo o que está fora do modelo bíblico de relacionamento (heterossexual e monogâmico) é rebeldia contra o Senhor.
Agora, como devemos responder a isso, respeitando as pessoas (o que também é nosso dever), mas, ao mesmo tempo, sendo fiéis a Deus? A resposta não é complicada: pregando o evangelho e testificando que a palavra de Deus está correta a partir de nosso testemunho familiar e na igreja.
A mensagem de arrependimento e conversão deve ser pregada àqueles em rebeldia contra o Senhor, ao mesmo tempo em que esses devem ver de maneira prática o poder dessa mensagem vivida em nossos lares. Cônjuges que se amam, pais que cuidam e protegem seus filhos, casamentos sólidos e igrejas saudáveis, tudo isso é o evangelho visível que este mundo precisa ver.
Por isso, fortaleça sua família nas verdades eternas que a Bíblia ensina. Ore pelos seus, ensine os princípios bíblicos sobre família e casamento em sua casa, não se abstendo da responsabilidade de acompanhar e formar valores cristãos naqueles que estão sob sua responsabilidade. Faça isso intencionalmente, a fim de cumprir em sua casa as palavras ditas por Jesus aos seus discípulos:
“Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus”. (Mt 5.16)
Que o Senhor te abençoe!
Foto: IA
Por: Rev. Estevam Herculano Almeida Machado