Será que o SENHOR se agrada com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? Ele já mostrou a você o que é bom; e o que o SENHOR pede de você? Que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus. Miqueias 6.7,8
Estamos meditando nos cultos dominicais sobre a série “Do Jeito de Deus”. O texto acima chama a nossa atenção para o que o Senhor quer receber como nosso culto, nossa adoração. Qual é o jeito divino para que Deus seja cultuado?
O profeta Miqueias reflete sobre isso e faz algumas provocações. Será – pergunta ele – que Deus se agrada com sacrifícios em massa de animais e muito azeite? Lembremos que, na saída de Israel do Egito, Deus determinou o sacrifício de um cordeiro por família, como primeira celebração da festa da Páscoa. Quando Israel se reunia, milhares de carneiros eram sacrificados e rios de azeite eram utilizados em função do número de famílias.
Todavia, ainda insistindo na provocação, Miqueias traz a possibilidade de alguém se apresentar a Deus, justificando-se por seus próprios méritos e utilizando-se da prática pagã de oferta de um filho ao Senhor a fim de agradá-lo, como faziam os pagãos ao deus Moloque. Deus condena isto em Levítico 18.21; 20.2.
Este não é o jeito de Deus, aponta Miqueias. A Bíblia inteira reforça esta afirmação de que Deus não aceita sacrifícios nossos pelos quais possamos reivindicar méritos próprios. O sacrifício aceitável a Deus foi efetuado exclusivamente por Jesus Cristo e ninguém mais teria condições de oferecê-lo.
Todavia, Deus nos mostra o que é bom, deixando explícita a maneira pela qual nós devemos viver para cultuá-lo e adorá-lo, depois que fomos salvos por Jesus.
Em primeiro lugar, sejamos praticantes da justiça. Andemos corretamente em tudo o que pensamos, falamos e fazemos. O parâmetro da nossa justiça não deve ser a lei dos homens, mas a lei de Deus, ou seja, sua Palavra. Ainda que a sociedade tenha bons princípios, a Palavra de Deus é superior a todos eles.
Em segundo lugar, sejamos amantes da misericórdia. A compreensão, a disposição de perdoar e de ajudar o próximo, em imitação a Jesus Cristo, é a forma desejada por Deus para o comportamento de seus filhos.
Em terceiro lugar, Sejamos amigos de Deus. Ele deseja e tem prazer em nossa companhia. Não se trata de pedirmos que nos acompanhe, e sim que seu Espírito nos dirija a vida em todo o tempo, enquanto nós O seguimos, numa verdadeira comunhão de amizade e companheirismo. Leia e medite sobre Hebreus 13.13-16.
Este é o jeito de Deus.
Por: Rev. Wilson do Amaral Filho